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Como fazer um Planejamento Estratégico que funciona? Parte 1

 Em Planejamento_Blog

Ao lançar as palavras Planejamento Estratégico (PE) na Internet, certamente você obterá milhares de respostas e artigos a respeito. Por que devemos te oferecer mais um?

Vamos tratar deste assunto complexo buscando sintetizar conceitos e prover uma visão ampla e pragmática do assunto. Faremos isto na forma de alguns artigos em sequência, nos quais trataremos dos tópicos que são essenciais. Cada conceito pode ser aprofundado em outro momento, mas por enquanto, vamos estabelecer alguns elementos chave.

Planejamento Estratégico é diferente de outro tipo de planejamento?

Imagine uma indústria que adquira componentes e que monte alguns tipos diferentes de máquinas para serem vendidas para lojas especializadas. É natural que o departamento de compras tenha seu planejamento do quê comprar, em que quantidades e por quais preços. Também é evidente que a produção tenha seu planejamento buscando a melhor forma para transformar a soma dos componentes em máquinas de qualidade.

A equipe de vendas está olhando para o mercado e tem a capacidade de escolher os melhores nichos e redes de lojas onde colocar seu produto. A expedição tem um planejamento claro sobre quais as rotas para os volumes finais produzidos, veículos mais adequados e processos definidos para entrega, bem como seu planejamento quanto ao tempo e horários mais adequados.

A indústria está funcionando bem na sua imaginação? Agora pense por um momento se cada uma destas áreas citadas fizesse seu planejamento sem conversar com as demais! Imagine que compras adquira insumos para a produção de 500 máquinas diversas por dia, mas que a produção tenha calculado uma linha de montagem que consegue fabricar 100 máquinas por dia. Digamos que a equipe de vendas seja sensacional e consiga vender 800 máquinas por dia, mas a expedição consiga entregar realmente… 50 máquinas todos os dias. Agora os planejamentos individuais, por melhores que pareçam, não são suficientes (individualmente) para fazer com que a indústria alcance seus resultados.

Aí é que entra o primeiro conceito do Planejamento Estratégico: toda a organização (fábrica, escola, igreja, governo, restaurante ou qualquer outra) pensando de forma conjunta para alcançar seus objetivos.

E quais seriam estes objetivos? Esta uma das perguntas mais importantes do PE, mas antes de falarmos de objetivos, vamos abordar o que seriam os princípios fundamentais do PE e como defini-los, pois, abarca um conceito mais amplo e necessário para estabelecer objetivos.

PRINCÍPIO UM: SABER O PORQUE VOCÊ ESTÁ NESTE NEGÓCIO – A MISSÃO

Qual é a razão de ser da organização? Para que ela existe? Responder a estas perguntas é vital para nortear um Planejamento Estratégico eficaz.

Em algumas empresas somos tentados a responder a esta pergunta de forma impulsiva: “Prá ganhar dinheiro, ué!” Mas para não sermos levianos, deve-se procurar as origens da empresa e descobrir qual era a motivação do(s) seu(s) fundador(es). É quase certo que serão encontradas histórias de empreendedorismo nas quais o produto foi inovador para a época, o fundador percebeu um espaço importante no mercado a ser ocupado, uma grande oportunidade ou um grande esforço foi desenvolvido para se alcançar algo (inclusive a própria sobrevivência).

Assim, por trás da justificativa apenas monetária da sua existência, é possível identificar a MISSÃO da empresa, isto é: por qual razão ela existe?

Definir a Missão às vezes não é uma tarefa simples. Eventualmente estamos tão ocupados em nosso trabalho que não conseguimos definir claramente porque executamos este trabalho. O PE nos ajuda a entender qual a nossa parte para que a empresa ou organização desempenhe com proficiência a sua Missão.

Alguns exemplos de empresas e das missões às quais se propõe a desenvolver:

“Dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo” Facebook

“Proporcionar inspiração e inovação a todos os atletas* do mundo.” Nike e eles complementam: * If You Have a Body, You Are an Athlete.

“O nosso sonho é unir as pessoas por um mundo melhor.” Ambev

Observe que nestes exemplos, os produtos ou serviços não são citados. Os produtos são vistos por estas empresas como meios para que as empresas desenvolvam dia a dia a sua Missão e não como um fim em si mesmos.

RECOMPENSAS E BENEFÍCIOS DE DEFINIR UMA MISSÃO

Quando proprietários e funcionários têm em sua mente a missão pela qual reúnem seus esforços, são motivados a se concentrarem e a serem mais produtivos no que fazem, pois reconhecem a importância do seu trabalho. Há um propósito maior para aquela atividade que desempenham.

Outro benefício é que a organização passa a ter foco bem definido e isto contribui para evitar que ela se desvie para atividades não intencionais ou mesmo supérfluas, que reduzirão sua velocidade, seus resultados e sua qualidade.

Toda empresa e organização vive a dinâmica de decisões a cada dia. A existência de uma missão definida e clara facilita muito nos momentos em que decisões estratégicas difíceis precisam ser tomadas

Quando não se sabe a razão de existência da organização por sua missão não estar clara, cresce o potencial de conflitos relacionais internos sobre a direção que deve ser tomada. Ocorre um desalinhamento de esforços e o uso ineficaz de recursos. Além disso, os objetivos, metas e prazos estabelecidos em um planejamento acabam sendo perdidos e ou abandonados.

 

PRINCÍPIO DOIS: DEFINIR COMO SERÁ A EMPRESA SE A MISSÃO FOR CUMPRIDA – VISÃO

Este segundo princípio refere-se ao futuro pretendido, ou seja, como será a empresa que desejamos, se cumprirmos esta missão? A Visão passa a ser uma busca diária por aproximar a organização da sua excelência ao realizar sua missão. É quase como se fosse uma meta, ainda que não possua valores diretamente associados a esta visão de futuro. A Visão é onde mantemos nossos olhos fixos, conduzindo nossos esforços e melhorias para que a possamos alcançar.

A visão de uma empresa ou organização deve traduzir as expectativas de como será identificada e reconhecida por aqueles que dela fazem parte, do mercado e da sociedade onde estão inseridos, e de como será sua contribuição e diferencial no seu ambiente de concorrência.

Alguém disse que “quando não se sabe para onde vai, qualquer caminho serve”, ou seja, sem uma visão clara não há direcionamento e dificilmente haverá resultados concretos.

RECOMPENSAS E BENEFÍCIOS DE UMA VISÃO DEFINIDA

Ter aspirações e trabalhar para conquistá-las é inerente ao ser humano. É algo que se encontra presente também nas organizações saudáveis e prósperas. Quando se tem uma visão clara do que a empresa deseja ser, as aspirações corporativas ficam claras, assim como também deixa claro o projeto da organização e de como atender às necessidades e expectativas futuras dos clientes.

A visão definida também cria uma meta desafiadora e tangível para ser alcançada por aqueles que formam e trabalham na organização. Além disso, orienta estratégias claras e convincentes que criam diferenciais e distinguem a empresa de seus concorrentes.

Por outro lado, existem vários riscos caso haja lacunas nesta questão. A ausência de uma visão pode criar confusão sobre as diferentes maneiras pelas quais a empresa pode cumprir sua missão. Ocorre também a dispersão da energia da equipe ao cumprir vários objetivos, reduzindo a capacidade de alcançar qualquer um deles.

Igualmente traz um aumento de rotatividade à medida em que os funcionários vão perdendo a motivação por não perceberem um horizonte pela frente. Estes riscos tem o potencial de atrapalhar os esforços que estão sendo feitos em direção às metas estratégicas.

 

PRINCÍPIO TRÊS: DEFINIR OS VALORES QUE NORTEIAM O CUMPRIMENTO DA MISSÃO E VISÃO.

Valores todas pessoas têm, estejam conscientes ou não deles, e determinam a natureza de nossas escolhas. Portanto, valores ditam nosso comportamento e a forma como interagimos uns com os outros.

Da mesma forma os valores assumidos pela empresa ou organização, por meio daqueles que a formam, orientam quais as estratégias que serão empregadas para cumprir a missão e alcançar a visão definida.

Assim, os valores da organização impactam nos resultados, pois afetam o direcionamento do estabelecimento de metas que contenham a ação de mudança a ser promovida, o objeto da mudança, o esforço quantitativo a ser buscado e o tempo ou prazo para se alcançar o resultado.

Os valores de uma empresa ou organização são os fundamentos sobre os quais ela é edificada, dando a ela segurança e direção. Eles têm a capacidade de criar um ambiente harmônico para crescimento.

RECOMPENSAS E BENEFÍCIOS DE VALORES CLAROS E ESTABELECIDOS

Quando a empresa é norteada por valores conhecidos e assumidos, se estabelecem as “regras de envolvimento” que possibilitam o bom e produtivo relacionamento com as partes interessadas. Isto cria uma cultura organizacional intencional que gera prazer, contentamento e engajamento na missão, por meio do trabalho e do ambiente onde ele ocorre.

Em relação as relações de trabalho na organização, valores definidos, claros e assumidos permitem a tomada de decisões sólidas e acertadas nos momentos de seleção, contratação e desligamento de colaboradores da equipe.

Já a ausência destes valores conduz ao colapso na cultura corporativa e a criação de uma mentalidade na qual vale tudo e sem critérios de gestão produtiva. A equipe passa a sofrer de inquietação, conflitos surgem, dilemas éticos se multiplicam e falhas morais passam a se ocorrer com frequência. O resultado final disto é a perda dos melhores membros do time corporativo e o impacto negativo nos resultados desejados.

No próximo artigo desta série vamos tratar de mais dois princípios, a ideia de Venda Dominante e a Estratégia Organizacional.

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Este artigo e a série que está proposta foram elaborados a partir de material de autoria do C12, denominado Eternally Balanced Scorecard, The C12 Group, e com autorização do mesmo. Algumas partes foram compiladas integralmente unindo-se a conteúdo produzido pela nossa equipe da Contafix.

O Grupo C12, ou The C12 Group foi fundado em 1992 por Buck Jacobs em Tampa, Flórida, Estados Unidos. Cresceu de três grupos locais para se tornar a maior rede de CEOs, Empresários e Executivos cristãos nos Estados Unidos. O C12 é uma liderança no movimento de Deus “no” e “através” do mercado. No Brasil, o C12 Group atende empresas com mais de 10 funcionários e faturamento anual superior a R$ 2,5 milhões. O C12 não é simplesmente uma mesa redonda de CEOs, um grupo de networking, um estudo bíblico de negócios ou um fórum com palestrantes convidados. É um ambiente íntimo e confidencial em que profissionais com interesses semelhantes compartilham ideias, atuam em áreas de seus negócios que precisam de melhorias, responsabilizam-se mutuamente e incentivam uns aos outros a realizar negócios de uma maneira que honre a Deus.

A Contafix faz parte do C12, por meio de seus sócios.

Conheça o C12: https://www.c12brasil.com.br/

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